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Capa de Agnes Grey, de Anne Brontë.

Agnes Grey, Anne Brontë

O livro mais aborrecido que li na vida.

Pãozinho sem sal.

O problema é que realismo não é sinónimo de boa literatura.

A autora pode escolher uma escrita contida e, ainda assim, criar personagens extraordinárias. Aqui, a contenção acaba muitas vezes por se transformar em monotonia.

Anne Brontë tinha matéria-prima literária bastante melhor do que o romance que construiu.

A posição de uma mulher jovem, dependente economicamente, entregue aos caprichos de famílias que a tratam simultaneamente como criada e como pessoa instruída, é excelente material para um romance. Há crítica de classe, condição feminina, educação, religião, casamento e dependência económica.

O potencial dramático da história ficou muito aquém daquilo que poderia ter sido.

Que tremendo castigo foi acabar este livro.

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